Rede Pública

Uma Solução de Recurso

Os carregamentos na rede pública constituem uma solução prática e acessível para utilizadores que não dispõem de alternativa para carregar o seu veículo elétrico, seja por ausência de garagem ou lugar de estacionamento, ou por indisponibilidade para proceder à instalação de um sistema de carregamento doméstico.

Em Portugal, estes carregamentos são, na sua maioria, realizados através da plataforma nacional Mobi.E, embora existam também outras plataformas de carregamento público.

Importa, no entanto, referir que, apesar da sua conveniência, os carregamentos na rede pública apresentam, regra geral, custos significativamente superiores aos carregamentos efetuados em ambiente doméstico. Esta diferença deve-se ao facto de, além do custo da energia (CEME), serem aplicadas diversas taxas adicionais, totalizando, normalmente, seis componentes distintas: CEME, OPC, TAR, EGME, Impostos e Taxas, e Taxas de Ocupação. Em contraste, no carregamento doméstico, o utilizador suporta apenas o custo da eletricidade e os respetivos impostos.

Seguidamente, apresenta-se a descrição das principais componentes de custo:

CEME (Comercializador de Energia para a Mobilidade Elétrica)

Valor cobrado pelo comercializador de energia associado ao cartão do utilizador (ex.: Galp, EVAZ, Prio, entre outros).

Valor cobrado pelo operador responsável pelo posto de carregamento, relativo à disponibilização da infraestrutura.

Custos associados ao transporte e distribuição da energia elétrica.
Valor cobrado pela Mobi.E pela gestão e operação da rede.
Incluem o Imposto Especial de Consumo (IEC) sobre a eletricidade e o IVA (23% em Portugal Continental).

Valor adicional cobrado por minuto quando o veículo permanece ligado ao posto após o término do carregamento.

O somatório destas componentes pode duplicar, ou mesmo triplicar, o custo total do carregamento quando comparado com o carregamento doméstico.

Ainda assim, existem situações em que o recurso à rede pública é inevitável, como em deslocações de longa distância ou períodos de férias. Nestes casos, a utilização de aplicações especializadas pode ser determinante para a comparação de preços e otimização de custos.

Ficha Type 2 – IEC 62196 (também designado Mennekes)

Conector AC de 7 pinos (Mennekes), amplamente utilizado em veículos europeus. Permite carregamento monofásico até 230 V ou trifásico até 400 V.
Com dois pinos adicionais, permite carregamento rápido em corrente contínua DC, sendo designado CCS Combo 2.

Ficha Type 1 – J1772 (também designado Yazaki)

Conector AC de 5 pinos, comum em veículos americanos e asiáticos. Opera a 230 V em corrente alternada, em monofásico, com potência até 7,4 kW. Não existe versão trifásica deste conector. Não permite carregamento rápido, podendo ser complementado com um conector CHAdeMO para esse efeito.

CCS Combo

O CCS Combo é um sistema de carregamento que permite carregamentos lento, semi-rápido e rápido. Atualmente, suporta potências a partir de 50 kW, com soluções que podem atingir 350 kW ou mais.

É a principal norma de carregamento rápido adotada pelos fabricantes europeus e utilizada nas infraestruturas de carregamento rápido na Europa.

CHAdeMO

O CHAdeMO é um conector de carregamento rápido, mais volumoso que o CCS Combo, utilizado sobretudo em veículos de origem asiática.

Suporta até 500 V e 125 A, com uma potência teórica de 62,5 kW, embora os carregadores comerciais sejam frequentemente limitados a 50 kW ou menos. Pode ser disponibilizado de série ou como opção.

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INSTALAÇÕES

Tamanho máx. de ficheiro: 64 MB.

Perguntas Frequentes

Esclareça as principais dúvidas sobre carregadores para veículos elétricos, desde instalação e segurança até tempos de carregamento e soluções para habitação ou condomínio.

Para efetuar carregamentos na rede pública em corrente alterna (AC), é necessário dispor de dois elementos: um cabo do tipo mennekes (caso o posto de carregamento não disponha de cabo próprio) e um cartão físico ou aplicação móvel associada a um Comercializador de Energia para a Mobilidade Elétrica (CEME).
No caso dos carregamentos em corrente contínua (DC), apenas é necessário o cartão físico ou a aplicação móvel, uma vez que os postos de carregamento rápido já incluem o cabo, devido às suas características técnicas, nomeadamente o custo e o peso mais elevados.
Recomenda-se que o utilizador possua, preferencialmente, pelo menos dois cartões físicos de diferentes CEME’s. Esta precaução deve-se ao facto de poderem ocorrer falhas pontuais nas aplicações ou nos sistemas associados a um determinado operador, garantindo assim uma alternativa funcional.

Apesar da expansão significativa da rede pública, nos últimos anos, esta nem sempre tem acompanhado o crescimento do número de veículos elétricos. Como consequência, é relativamente comum a existência de filas em determinados períodos.
Neste sentido, recomenda-se que, sempre que possível, os carregamentos sejam efetuados fora das horas de maior afluência, de forma a reduzir o tempo de espera.
Em viagens de longa distância, nomeadamente em autoestradas, é aconselhável não deixar o carregamento para o último ponto disponível antes de atingir níveis críticos de autonomia.
Considerando que, em média, existem áreas de serviço em intervalos de aproximadamente 40 km, deverá optar-se por carregar no penúltimo ponto disponível. Desta forma, em caso de indisponibilidade do posto (por avaria ou elevada ocupação), mantém-se uma alternativa viável sem comprometer a autonomia do veículo.

A escolha do cabo adequado depende das características específicas de cada veículo.
Existem diferentes tipos de cabos mennekes (Tipo 1 e Tipo 2), sendo os mais comum o Tipo 2, com diferentes capacidades de carregamento associadas.

O primeiro passo consiste em identificar o tipo de ficha do veículo:

  • A grande maioria dos veículos comercializados em Portugal (cerca de 95%) utiliza ficha Tipo 2, que corresponde ao padrão europeu.
  • Alguns modelos, sobretudo de origem japonesa, ainda utilizam ficha Tipo 1.
  • Após identificar o tipo de ficha, deverá considerar a capacidade do carregador interno do veículo, de forma a selecionar um cabo compatível com a potência de carregamento suportada.

 

Como norma geral, recomendamos:

  • Veículos monofásicos: cabo Tipo 2 com capacidade de 7,4 kW (32A)
  • Veículos trifásicos: cabo Tipo 2 com capacidade de 22 kW (32A)


A diferença de custo para cabos com menor capacidade é, regra geral, reduzida, sendo por isso aconselhável optar por soluções mais versáteis e preparadas para diferentes cenários.

Na rede pública de carregamento existem, essencialmente, dois tipos de postos:

– Postos AC (corrente alterna): Destinam-se a carregamentos normais ou lentos, com potência até 22 kW. Na maioria dos casos, requerem a utilização de um cabo mennekes para ligação do veículo ao posto. O seu funcionamento é
semelhante ao de uma wallbox doméstica, sendo indicados para situações em que não existe necessidade de carregamento rápido.

– Postos DC (corrente contínua): Destinam-se a carregamentos rápidos ou ultrarrápidos. A potência de carregamento inicia-se, tipicamente, nos 40 kW, podendo ultrapassar os 350 kW, dependendo do posto e da capacidade do veículo.

Estes postos já incluem o cabo de carregamento, não sendo necessário qualquer equipamento adicional por parte do utilizador.

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